Coluna do Torcedor: “Vamos falar dos laterais”

Em 2015 com a saída de Léo Moura, o Flamengo parecia, parecia que não encontraria soluções para nossa lateral, e para nosso time. Dois anos e muitos investimentos depois, aqui estamos nós, sentido a falta do Jorge.

No futebol moderno, as defesas estão sempre bem postadas e os espaços são cada vez mais raros, as triangulações e as variações táticas são fundamentais para criar jogadas e ter maior efetividade com a posse de bola.

Vejamos o Barcelona de 2016/2017, com a saída de Daniel Alves, sucumbiu para times de menor poderio ofensivo, justamente por não conseguir furar defesas. A Juventus de 2017/2018 parece caminhar para o mesmo problema, a falta de um lateral qualificado.

E nosso Flamengo perdeu 2017 com Pará, Rodinei, Renê e Trauco pouco sendo questionados. Por que nossos analistas de futebol não vêem as laterais?

Rueda soltou o verbo essa semana sobre as análises superficiais no futebol brasileiro e com razão! Criticamos técnico, volantes, goleiros, goleiros e goleiros, meio de campo e atacantes, mas não paramos para analisar que em 2016 tínhamos Jorge, pura e simplesmente assim.

Certamente há vários aspectos táticos, comportamentais e de desempenho que precisamos analisar, porém acredito que o fraco desempenho dos nossos laterais sejam a razão de nossos fracassos.



É inadmissível, como flamenguista que sou, ver o futebol que o Pará não apresenta em campo, erra passes simples, falha na marcação, toca para trás demasiadamente em uma final de Copa do Brasil, simula uma falta na sua própria área, e ainda parece indiferente a todos esses erros. Jogo após jogo temos que aturar esse cidadão.

Respeito a pessoa, o profissional, mas certamente não deve estar vestindo o Manto Sagrado. Esse resumo do Pará serve para os demais laterais, até Trauco não apresenta nada que justifique estar no banco, quanto mais titular.

E se nossos laterais não jogam, a tática acabou, ficamos com dois pontas isolados na frente, sem um lateral para tabelar, um centroavante disputando os balões que recebe, volantes sempre expostos, pois sempre estão sujeitos a ter que cobrir falhas de nossos laterais, o Diego tendo que criar tudo e como resultado nosso goleiro sendo obrigado a pegar pênalti para salvar a Nação.

O Rueda viu isso, o Zé também. Rueda inclusive em seu primeiro jogo testou o Rafael Vaz, na lateral. Algo que se desse certo seria produtivo, assim como tivemos Samir em 2013 na Copa do Brasil, mas infelizmente nossos zagueiros são lentos para essa função.

Quarta quando Rodinei ia entrar, agradeci aos céus por tirarem o Pará. Juro, acreditei que Pará faria o gol do título contra o Cruzeiro, mas para minha surpresa, vejo os dois em campo.

Verdade, ir para os pênaltis foi uma conquista, longa vida ao Juan!!!!



Fonte: colunadoflamengo.com

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