Zagueiro conta como foi de afastado no Flamengo para redenção no Brasileiro

Após ficar afastado por um ano no Flamengo  e ser emprestado para vários times menores, Marllon conseguiu reinventar sua carreira e virou titular absoluto da Ponte Preta neste ano.

Superar dificuldades é algo que o zagueiro de 25 anos já estava acostumado desde garoto, quando começou nas categorias de base do Fluminense. Após ser dispensado de Xerém, ele quase largou o futebol.

“Minha mãe e meu padrasto tinha uma borracharia em Bangu e me pediram ajudá-los. Fiquei trabalhando como borracheiro durantes alguns meses, mas foi muito bom para mim. Aprendi muitas coisas”, disse o jogador ao ESPN.com.br.

A volta aos gramados foi pelo time da Estácio de Sá. Logo em seguida, Marllon foi para o Cruzeiro, mas não teve muitas chances na equipe. “Como eu estava sem jogar resolvi fazer um teste no Flamengo e passei. Depois, não saí mais”, contou.

O defensor fez parte da geração que tinha jogadores como Luiz Antônio, Galhardo, Muralha, Frauches, Rafinha, Adryan e Thomás. Ao lado dos companheiros venceu a Copa São Paulo de 2011 sobre o Bahia na final.

O zagueiro foi promovido aos profissionais para integrar o elenco nos treinamentos. Ele chegou a ser relacionado e ficar no banco de reservas em alguns jogos, mas a estreia foi somene em 2012.

“O Flamengo estava jogando a pré-Libertadores ao mesmo tempo que estava no Carioca. O [técnico] Vanderlei Luxemburgo levou a molecada da base para jogar o Estadual e fiz algumas partidas”, afirmou.

Mesmo com a saída de Luxa e a chegada de Joel Santana, Marllon se manteve no elenco e jogando. Porém, com a vinda do treinador Dorival Júnior, o defensor perdeu espaço.

“Ele optou por outros zagueiros e acabei sendo afastado do elenco. Foi um período muito difícil para mim, fiquei um ano sem jogar. Foi um período de muitas dúvidas para mim. Minha mãe sofreu muito e às vezes pedia para eu parar de jogar”, lamentou.



A volta por cima na Ponte

Em 2014, Marllon conseguiu retomar a carreira. Foi emprestado para Rio Claro, Santa Cruz e Capivariano antes de chegar ao Atlético-GO

“Eu virei titular e no ano passado eu me mantive. Depois, fomos campeões da Série B do Brasileiro. Tenho muita gratidão por eles porque me ajudaram demais. Fizemos um excelente campeonato”, relatou.

No começo deste ano, o defensor se transferiu para a Ponte Preta. “É um clube muito grande que disputa competições como Paulista, Brasileiro e Sul-Americana. É uma grande vitrine e sempre revela jogadores. Isso tudo me motivou a fazer um grande ano por aqui”, elogiou.

 

 

Marllon foi um dos destaques da equipe campineira no vice-campeonato paulista de 2017. Ele não esteve em campo no primeiro jogo da decisão, quando a Macaca perdeu por 3 a 0 no Moisés Lucarelli. No duelo de volta, na Arena de Itaquera, o zagueiro balançou as redes no empate por 1 a 1 contra o Corinthians.

“A gente fez uma bela campanha no paulista e faltou pouco para sermos campeões. Sonhamos com esse título, mas não deu. Nós tentamos e corremos muito atrás disso. A gente honrou a camisa até o final”, garantiu.

Com as boas atuações, o zagueiro teve nome foi especulado no Corinthians no meio deste ano.

“Para mim não chegou nada. Teve uma consulta para o meu empresário, mas não sei até que ponto isso evoluiu. Eu não entrei em muitos detalhes. vou esperar até o final do ano para ver se permaneço na Ponte Preta ou se vou para outro clube”, explicou.

Marllon pertence ao Cianorte e está emprestado para a Ponte Preta, no qual fez 47 partidas, até dezembro de 2017.

 

“A sequência para o jogador é tudo. Você pega confiança, experiência e para mim é muito bom. Individualmente tenho feito bons jogos. Espero crescer ainda mais. A gente quer fazer um final de Brasileiro muito bom para manter a Ponte na Série A”, finalizou.

A Ponte Preta está na 15ª posição com 31 pontos ganhos. A equipe alvinegra visitará o Cruzdeiro no Mineirão, neste sábado (07/10), às 16h ( de Brasília).



Fonte:espn.com.br

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