Conselho Deliberativo inicia investigação a Bandeira, e presidente será chamado a prestar depoimento

O clima político no Flamengo continua fervendo. Após o presidente Eduardo Bandeira de Mello ter entrado na justiça comum para tentar reverter uma decisão do Conselho de Administração e da Comissão Eleitoral do clube, que excluíram a cor azul da eleição presidencial que será no final deste ano, o mandatário agora será investigado e chamado a depor, como informou primeiramente o Uol Esporte e confirmou a reportagem do Coluna do Flamengo.

A justificativa do ato se dá pelo fato de Bandeira ter descumprido o artigo 129, inciso IV e 37 do estatuto do Fla. O Conselho Deliberativo (CoDe) nomeou uma Comissão de Inquérito para investigar o presidente. A Comissão é formada por Sérgio Aguiar, Adalberto Ribeiro e Ércio Braga, enquanto que Rodrigo Dunshee, presidente do CoDe, abriu o inquérito.

No estatuto em questão, é proibido que o presidente entre na justiça comum contra as decisões dos conselhos do Fla. Ou seja, o Bandeira se torna obrigado a respeitar as deliberações dos demais poderes vigentes na Gávea. Como descumpriu isso, ele pode ser suspenso, eliminado ou, até mesmo, perder o mandato.

Entenda o caso:

Eduardo Bandeira de Mello disputou as duas últimas eleições presidenciais tendo a cor azul como a cor de sua chapa. No entanto, no pleito que será disputado em dezembro deste ano, Rodolfo Landim, da oposição, protocolou um pedido de utilização da mesma cor para identificação de seu grupo. Com isso, a Comissão Eleitoral optou por retirar a coloração solicitada das opções dos candidatos, o que revoltou Bandeira, que entrou na justiça para poder utilizar o azul representando a chapa de Ricardo Lomba, que é candidato da situação.

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