Dança das cadeiras sem fim no Flamengo

Rio – Desde a saída de Vinicius Junior que o técnico do Flamengo, Mauricio Barbieri, sofre com o lado esquerdo do seu time. As duas substituições no setor, na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG, não expôs para a torcida apenas Vitinho. A saída do camisa 14, que entrara no intervalo, aos 37 do segundo tempo, mostra que o treinador caminha em círculos. A dança das cadeiras da posição, por enquanto sem vencedores, terá nova rodada quarta-feira, contra o Corinthians, às 21h45, em partida que decide vaga na final da Copa do Brasil.

Depois de Vinicius Junior se transferir para o Real Madrid, o Rubro-Negro disputou 19 jogos. Barbieri tentou preencher tal lacuna com Marlos Moreno, seis vezes, Matheus Sávio, três, e Vitinho, dez. Em apenas quatro, o escolhido ficou até o fim em campo. Nas outras 15 ocasiões, quem iniciou a partida na ponta esquerda saiu antes dos 40 da etapa final.

Vinicius Junior costumava ficar mais em campo. Sinal de que o garoto passava maior confiança à comissão técnica. Nos 17 jogos que fez como titular entre Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores, o atacante só foi substituído antes dos cinco minutos finais quatro vezes. Em seis oportunidades, atuou o tempo inteiro.

Para quarta-feira, quando o Flamengo precisa vencer, Barbieri contará com a volta de Diego. Por isso, ele não descarta tentar algo novo, como colocar Lucas Paquetá pelo lado esquerdo do ataque. O treinador, após o jogo de domingo, amenizou o incômodo pela decisão de tirar Vitinho.

“É um grande jogador, a gente confia muito nele. Naquele momento do jogo, a gente precisava de alguém com mais velocidade, e o Marlos se encaixava para isso. São situações do jogo”, disse o técnico, que completou: “Entendo as críticas, mas preciso focar no meu trabalho, no que está ao meu alcance.”

 

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